Em 1985 o roteirista Dan O’ Bannon (autor de Alien – O 8º Passageiro) dirigiu seu
primeiro filme a partir de um roteiro próprio e que até hoje é considerado um Cult entre vários admiradores do cinema
fantástico, A VOLTA DOS MORTOS VIVOS
(The Return of The Living Dead). O roteiro
parte da premissa que a história contada no clássico de George A. Romero em A
Noite dos Mortos Vivos (Night of the
Living Dead, 1968) é verdadeira e o responsável pela ressurreição dos
mortos é um produto químico criado pelo exercito norte-americano para reanimar cadáveres
e que acidentalmente vai parar na cidade em que se passa o filme.
Após um acidente o produto vaza e atinge o cemitério da
cidade e quando os mortos se levantam de suas tumbas uma sucessão de situações
inusitadas, divertidíssimas, assustadoras e bizarras acontecem envolvendo um
grupo de punks, agentes funerários e funcionários de um armazém que fornece
medicamentos e peças de cadáveres para hospitais e universidades.
O filme foi concebido numa época que os zumbis estavam em alta
devido principalmente ao trabalho do mestre George A. Romero que conseguiu com
sua trilogia dos mortos consagrar esses seres abrindo espaço para um novo subgênero
do terror. O filme alcançou grande sucesso e teve até o momento 4 continuações
mas os zumbis até hoje continuam sendo tema de vários filmes ótimos de terror
como Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the
Dead, 2004), Zumbilândia (Zombieland,
2009) e a série de enorme sucesso que já está em sua terceira temporada The
Walking Dead desde que não sejam relegados a produções pífias e com roteiros
mal elaborados como acontece na maioria das vezes.
Na minha opinião o segredo para um filme de zumbis dar certo está no fato em que eles devem ficar
na verdade em segundo plano no intuito de mostrar assuntos mais relevantes como
a decadência de uma sociedade desmantelada, o desespero do ser humano na luta pela sobrevivência em meio ao caos ou a
crítica a uma sociedade consumista e egoísta, situações muito exploradas
por George A. Romero em seus filmes e aqui são tratados de uma forma mais sarcástica.
Vale ressaltar também os efeitos visuais impressionantes e a
trilha sonora repleta de punk-rock da época o que só engrandece muito mais a
obra.
Abaixo link de uma das músicas da trilha sonora:
Banda: 45 Grave - Música: Partytime (Zombie Version)

Nenhum comentário:
Postar um comentário