domingo, 27 de novembro de 2011

SEPULTADO VIVO



Como saudosista que sou dos filmes antigos que passavam no extinto CINEMA EM CASA do SBT, gostaria de falar deste que para mim em particular, trata-se de um pequeno clássico do gênero de suspense, mas muito mais do que um simples filme de suspense: é original, chocante e inteligente.

“Buried Alive” nos apresenta a história de Joana (Jennifer Jason Leigh) e Clint (Tim Matheson) que após mudarem-se da agitada NY para a cidade natal de Clint, uma pequena cidade do interior dos EUA,  ela percebe que não é esta a vida que quer para si, acha totalmente tediosa uma vidinha pacata ao lado de seu marido sendo apenas uma dona de casa, fato que incomoda muito Joana.

Diante desses fatos e movida por uma extrema ganância e influencia de seu amante, o médico Cort (William Atherton), armam um plano de assassinar seu marido envenenando-o com uma toxina extraída de um raro peixe, uma vez que Clint estiver  morto ela poderá herdar sua empresa e vende-la para então abrir uma clinica médica em Beverly Hills ao lado do amante e ter o padrão de vida luxuosa  que tanto os dois desejam.

Mas Clint (inexplicavelmente) não morre na verdade e volta para vingar-se dos dois, e é ai que somos capazes de entender o significado da frase: “A vingança é um prato que se come frio”.

O que mais é chocante nesta história é que ela não tem nada de sobrenatural e poderia perfeitamente acontecer com qualquer casal:  um extremo caso de traição, inveja, ambição, assassinato e vingança como tantos que já vimos nos noticiários da vida real. E sem dúvida o fato de ser enterrado vivo em um caixão é algo mais assustador ainda.

Este filme encomendado para a TV foi o primeiro trabalho sob a direção do hoje famoso cineasta Frank Darabont, que desempenhou seu trabalho com bastante competência para um filme tão pequeno como este, sendo que hoje vemos cineastas torrar muita grana dos estúdios e fazerem trabalhos medíocres e previsíveis. Para nossa sorte Darabont não esqueceu suas raízes e até hoje ainda flerta com o terror e suspense, nos presenteou recentemente com a excelente série The Walking Dead e dirigindo filmes baseados em livros do escritor Stephen king (o ótimo O Nevoeiro por exemplo).

Infelizmente é um filme que foi esquecido por alguns e nunca visto por muitos, também nunca foi lançado em DVD e lançado há muitos anos atrás em VHS e somente hoje colecionadores devem possuir (eu mesmo nunca achei a fita e inclusive penei para achar na internet e baixá-lo para revê-lo, Putz! como tem filmes lançados no Brasil com o nome de sepultado ou enterrado vivo).

Mas para aqueles que assim como eu, sabem que houve bons tempos da TV aberta em que tínhamos vários exemplos de diversão com qualidade, ele ficará para sempre em nossas memórias.

O final surpreendente e criativo particularmente eu nunca consegui esquecer!

Titulo Original: Buried Alive
Diretor: Frank Darabont
Elenco: Tim Matheson, Jennifer Jason Leigh, Willian Atherton, Hoyt Axton Jay Gerber, Wayne Grace, Donald Hotton, Brian Libby
Produção: Niki Marvin
Roteiro: David A. Davies, Mark Patrick Carducci
Fotografia: Jacques Haitkin
Trilha Sonora: Michel Colombier
Ano: 1990
País: EUA
Gênero: Terror
Estúdio: Universal TV
Classificação: 14 anos

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O KAZEBRE


Olá meus amigos Bitolados!
Para quem curte Rock and Roll assim como eu e já freqüentou ou freqüenta a casa de Shows O KAZEBRE na zona leste de são Paulo deve saber que nos últimos dias ela está interditada pela sub-prefeitura de Itaquera devido a questões legais, que a meu ver tem muito mais a ver com interesses escusos de políticos e empresários da região.
A questão é: se não fizermos nada a respeito, os amantes deste bom e velho som e que residem nas regiões da zona leste e afins, logo ficarão sem um lugar para curti-lo, por isto quem puder divulgue o link abaixo para assinar a petição pública em prol da reabertura do Kazebre.
Abraços a todos e não deixemos de orar e ouvir a rádio Kiss FM!!

"Elvis Presley que estais no céu,
Muito escutado seja Bill Haley. Venha a nós o Chuck Berry, Seja feito barulho à vontade, Assim como Hendrix, Sex Pistols e Rollings Stones.
Rock and roll que a cada dia nos melhora,
Escutai sempre Clapton e Neil Young, Assim como Pink Floyd e David Bowie.
E não deixeis cair o volume do som 102,1 de estação.
Mas livrai-nos do Pagode e do Axé. Amém!"

FANÁTICOS, UNI-VOS. SÓ O ROCK N------------ROLL SALVA!


LANTERNA VERDE


AVISO: contém vários spoilers!!


Fiquei ansioso e impressionado quando a WARNER BROS anunciou que levaria ao cinema um dos heróis da DC COMICS que nunca foi extremamente popular, e quem acompanha LANTERNA-VERDE nos quadrinhos sabe que ele muitas vezes foi deixado em segundo plano e teve mais participações nas histórias em grupo do que solo, com exceção da ótima e recente fase concebida pelo roteirista GEOFF JOHNS, que soube de forma magistral explorar muito bem todo o universo dos anéis energéticos e suas tropas igualmente interessantes.

Acredito que assim como eu, muitos pensaram que seria a chance da WARNER fazer com ele o que a MARVEL STUDIOS fez com seu HOMEM DE FERRO, lançando um longa que seria um enorme sucesso, mas infelizmente isto não aconteceu e não esta acontecendo, pois a bilheteria foi bem abaixo do esperado e ainda nem superou seu custo efetivo.

Mesmo assim a WB ainda leva em consideração o fato de rodar um LANTERNA-VERDE 2, mas convenhamos, se não quiserem gastar dinheiro a toa é melhor reverem alguns pontos que foram responsáveis por este primeiro filme ou posso dizer equivoco ser um dos seus maiores fracassos. Dentre eles destaco 3 que para mim foram os principais:

1º Roteiro fraquíssimo:

- Hal Jordan em um teste de vôo sabota a companheira, destrói as naves da companhia que eles estão prestes a fechar contrato e inclusive destrói a aeronave de sua própria companhia, causando um enorme prejuízo, então me pergunto: ele é retardado mental ou se auto-sabota apenas por prazer?

- A família dele (irmão, sobrinho e cunhada) são apresentados em uma cena de menos de 2 minutos tentando dar algum drama a história, mas somem do filme quase como se nunca tivessem existido na vida do herói.

- O cara que era o maior “porra loca” recebe o anel energético e de repente entra numa puta crise existencial e se acha incapaz de usá-lo, mas com a mesma facilidade de tirar o doce de uma criança é convencido pela ex-namorada que pode ser o super-herói mais fodão do planeta?!

- A tropa dos Lanternas-Verdes composta de mais de 3.600 alienígenas é apresentada apenas para nos atiçar, porque eles praticamente não tem nenhuma participação efetiva na trama e até mesmo SINESTRO, KILOWOG e TOMAR-RE que eu tinha a impressão que teriam mais ênfase no filme são muito mau explorados. Alias, o Sinestro nos quadrinhos não se tornou amigo de Hal Jordan para depois tornar-se inimigo dele ao ser seduzido pelo poder da energia amarela? Aqui o cara simplesmente expulsa Hal de OA sem mais nem menos.

- A entidade Parallax é tratada a todo momento pelos Guardiões de OA e por Sinestro como uma  ameaça terrível e de difícil destruição, no entanto no filme todo ele se mostra um vilão sem graça que não bota medo em ninguém e ainda por cima depois de tanto auê, Hal Jordan destrói ele sozinho sem a ajuda de nenhum outro lanterna-verde!   Como pode um lanterna com pouco treinamento e sem experiência fazer o que nem Abin-Sur com toda sua experiência em combate pôde fazer?!

- No intuito de destruir Parallax, Sinestro propõe aos Guardiões de OA que concentrem a energia amarela para forjarem um anel energético e assim combaterem o medo com medo, mas o anel nem é usado e na cena em meio aos créditos finais, Sinestro coloca o anel e se torna o primeiro lanterna-amarelo sem qualquer explicação. Não seria mais inteligente que ele usasse o anel em combate contra o Parallax e ao lado de Hal Jordan e outros lanternas derrotassem Parallax e só depois ficasse seduzido por tamanho poder rebelando-se contra todos?! Seria bem mais lógico e compreensível.

2º Atuações pífias:

- Ryan Reynolds para mim é um canastrão de primeira e já sabemos que ele não tem o talento de atuação de um Marlon Brando, mas falta para ele até mesmo o carisma de um Robert Downey Jr. para agradar o público. Alias, lembrei de uma coisa: ele não era o Deadpool do filme do Wolverine? Caramba! Deadpool vira Lanterna-Verde e Tocha-Humana vira Capitão América, será que estão faltando canastrões em Hollywood?!

- Blake Lively como Carol Ferris, par romântico de Hal no filme, além de nem tão bonita tem os discursos mais piegas do filme para encorajar Hal Jordan a continuar sendo um herói e Taika Waititi como o amigo de Hal pelo menos ainda consegue ser engraçado em alguns momentos. Mas é Peter Sarsgaard como Dr. Hector Hammond e Mark Strong como Sinestro que demonstram alguma qualidade em suas atuações, mas a falta de motivação para algumas atitudes de seus personagens e pouco espaço para desenvolvimentos destes é o que prejudica até mesmo o talento destes atores.

3º Falta de ação em quase todo o filme:

- Me responda como uma cena de ação que visa apresentar o herói aos terráqueos pode ser empolgante se um medíocre acidente de helicóptero envolvendo o senador é impedido pelo lanterna-verde construindo-se  uma pista de corrida no melhor estilo hotweels para salva-lo?

- E sem contar que a investida de Parallax sobre o planeta Terra se dá de forma totalmente desprezível e mal causa efeitos colaterais aos seres humanos.

- O clímax da batalha entre Hal Jordan e Parallax é totalmente incompreensível, pois como pode um ser que consumiu planetas e raças inteiras sucumbir perante o Sol tão facilmente com a investida de apenas um lanterna-verde?

Resumidamente Lanterna-Verde é para mim um filme que mais parece uma história curta de quadrinhos escrita na década de 50, 60 por algum roteirista do mais “chinfrim”, a única coisa decente disto tudo são os efeitos especiais, incluindo o figurino de toda a tropa, os construtos muito bem desenvolvidos e um planeta OA de encher os olhos, mas infelizmente um filme não sobrevive só de efeitos bem elaborados.

Espero que se realmente houver uma continuação todas as falhas que prejudicaram este sejam corrigidas e as pessoas envolvidas principalmente o diretor, não estejam apenas em busca de cumprir um prazo e abraçar um cheque “gordão”, mas que realmente amem e entendam o personagem e sua obra original e entregue um filme digno como todo fã de quadrinhos e cinéfilos desejam ver.

Título Original: Green Lantern
Gênero: Aventura
Duração:1 hr 45 min
Ano de Lançamento: 2011
Estúdio: Warner Bros. Pictures / De Line Pictures / DC Entertainment
Distribuidora: Warner Bros. Pictures
Direção: Martin Campbell
Roteiro: Michael Goldenberg, Marc Guggenheim, Michael Green e Greg Berlanti
Produção: Greg Berlanti e Donald De Line
Música: James Newton Howard
Fotografia: Dion Beebe
Direção de Arte: François Audouy, Andrew L. Jones e Scott Plauche
Figurino: Ngila Dickson
Edição: Stuart Baird
Efeitos Especiais: 4DMax / Gnomon Studios / Plowman Craven & Associates



sexta-feira, 15 de julho de 2011

DRACULA DE BRAM STOKER


Eu quero ser quem você é, ver o que você vê,...você é minha vida e meu amor para sempre.”

Mina

Nosso amor é mais forte que a morte. Dá-me paz

Conde Drácula





AVISO: contém alguns pequenos SPOILERS para quem ainda não viu o filme.

Em 1992 Francis Ford Coppola realizou este filme que sem dúvida é um dos últimos e mais notáveis sobre vampiros já feitos, na verdade para ser mais especifico sobre o pai dos vampiros: Conde Drácula. A mítica lenda de Drácula baseada no romance datado de 1897 do escritor irlandês Bram Stoker, nos foi apresentada com grande estilo, sensualidade, terror e respeito à figura e elementos que norteiam o universo destes seres das trevas.

Muitas outras versões da lenda de Drácula foram levadas as telas entre elas não posso deixar de citar Drácula de Bela Lugosi (1931) e Drácula (1979) na interpretação de Frank Langella, só para citar algumas de minhas prediletas.

O mote principal da história é o amor incondicional do líder e guerreiro dos Cárpatos Príncipe Conde Vlad Drácula (Gary Oldman) pela bela Elisabeta (Winona Rider). Após o suicídio de Elisabeta, Vlad renega a Igreja e sua fé em Deus e se torna um morto vivo amaldiçoado a vagar por toda a eternidade nas trevas, quatro séculos depois reencontra sua amada na figura de Mina.

As atuações não são brilhantes, no entanto o sempre talentoso e enigmático Gary Oldman mesmo por trás das maquiagens e perucas consegue transmitir toda a áurea sombria do príncipe das trevas, aliás, é interessante comentar que há quatro versões de Drácula no filme: o velho e assustador Príncipe Vlad que só vive no castelo, a versão jovem e charmosa do príncipe que vaga pelas ruas de Londres em busca de sua amada, o gigante e grotesco morcego que se revela a Van Helsing no momento de fúria e uma versão que mais parece uma mistura de lobisomem com gorila que é bem sacana e traça as menininhas.

Anthony Hopkins interpreta um Professor Abraham Van Helsing sarcástico e até meio pirado em alguns momentos, mas Sir Anthony Hopkins em qualquer  papel dispensa muitos comentários, Keanu Reeves como o advogado Jonathan Harker é um verdadeiro bundão e cornão (desculpas pela franqueza dos adjetivos), mas convenhamos disputar com o conde Drácula é difícil né?!

Winona Ryder é apenas um rostinho bonito na história, mas a amiga dela, a promiscua e safadinha Lucy chama a atenção como a verdadeira meretriz do demônio!

Além deste elenco famoso e prestigiada direção o filme possui alguns outros méritos como a atmosfera sombria auxiliada pela belíssima fotografia, os figurinos e maquiagens requintados/caprichados e as locações que recriam a Londres vitoriana e o terrível castelo do conde situado numa zona remota da Transilvânia com grande maestria e o melhor de tudo isto... o bom e velho sangue de glucose e corante liquido é jorrado sem dó...abaixo ao sangue de CGI dos filmes de hoje!!

Enfim como disse anteriormente é uma bela história de amor/terror regada a muito sangue e que nos mostra que somente esse amor é capaz de vencer a maldição de Drácula de viver nas trevas eternamente, neste sentido destaco a cena em que Mina faz um verdadeiro pacto de sangue com seu amado e implora para viver a eternidade a seu lado como vampira e o final dramático onde em meio ao seu inevitável fim, Drácula tem sua alma liberta do sofrimento através do amor de Mina.  

Este filme vale uma conferida ou uma revisitada pelos saudosistas de plantão que ainda gostam das verdadeiras histórias de vampiros e as novas gerações de adolescentes que acham que a história de amor de Crepúsculo (entre vampiros que brilham no sol e mocinhas depressivas do colégio) é a única e verdadeira história de amor entre vampiros e humanos.

Título Original: Bram Stoker's Dracula
Gênero: Terror
Duração: 2 hr 7 min
Ano de Lançamento: 1992
Distribuidora: Columbia Pictures
Roteiro: James V. Hart, baseado em livro de Bram Stoker
Produção: Francis Ford Coppola, Fred Fuchs e Charles Mulvehill
Música: Wojciech Kilar
Fotografia: Michael Ballhaus
Direção de arte: Andrew Precht
Figurino: Eiko Ishioka

OSCAR
Ganhou
1993
Melhores Efeitos Sonoros
Melhor Figurino
Melhor Maquiagem

Indicações
Melhor Direção de Arte



   

terça-feira, 29 de março de 2011

SUCKER PUNCH - MUNDO SURREAL


Boa noite Bitolados!

Quanto tempo! Estive ocupado com algumas coisas mas o blog não acabará!

Hoje assisti SUCKER PUNCH  - MUNDO SURREAL e confesso que gostei, algumas pessoas acham muito fake...e realmente é! O que esperar de Zack Snyder? Afinal ele fez 300 e Watchmen e sem dúvida é fã dos efeitos especiais, pirotécnicas e seqüencias exageradas, porém mostra que gosta do que faz e tem grande imaginação. O roteiro é de autoria dele e não se trata de uma idéia inovadora e totalmente original mas no mínimo interessante.

O filme é dividido em 4 seqüencias de ação com muitas referências a cultura POP (a trilha sonora de cada uma é um show a parte e cria um clima incrível de surrealismo), todas provindas da mente de Babydoll, a personagem central que é internada injustamente num manicômio e tem cinco dias para colocar em prática um plano de fuga antes de ser lobotomizada. A seqüencia que mais me agradou é a dos nazistas morto-vivos, para mim a mais elaborada.

O único erro na minha sincera opinião foi tentar passar um ar de filme intelectual e o final que tentar ser meio "divino", pergunto: qual é a mente masculina que consegue pensar em algo divino ou intelectual com uma garota sensual em trajes minúsculos de colegial empunhado uma espada e uma pistola arregaçando tudo que vê pela frente?! kkkk 

Aproveitando a deixa gostaria de dizer que fico feliz que ele esteja contratado para dirigir o novo filme do SUPERMAN, afinal é um grande fã de HQ's.

Aqui vai meu apelo de fã: Por favor Sr. Snyder ressuscite nosso homem de aço nos cinemas com dignidade e muita ação!!

Título Original: Sucker Punch
Gênero: Ação
Duração:1 hr 50 min
Ano de Lançamento: 2011
Estúdio: Warner Bros. Pictures / Legendary Pictures / Lennonx House Films / Cruel & Unusual Films
Distribuidora: Warner Bros. Pictures
Direção: Zack Snyder
Roteiro: Zack Snyder e Steve Shibuya, baseados no argumento de Zack Snyder
Produção: Zack Snyder e Deborah Snyder
Música: Tyler Bates e Marius De Vries